Aqui irei retratar o sentido dos desenhos e grafismos utilizados por mim, minha interpretação pessoal sobre os diversos ornamentos utilizados pelos povos da Polinésia e Micronésia, quero deixar claro que em Analogia essas são as interpretações que eu “Janser Tattoo” fiz sobre o conceito da Simbologia, de forma alguma quero desrespeitar ou distorcer essa cultura a qual tenho o Maior respeito as Analogias em questão são fundamentas em artigos lidos e pesquisados exaustivamente, tomo como parâmetro a forma que esses povos raciocinavam a maneira que eles encaravam os fatos e acontecimentos em suas vidas, e para isso a cerne de seu raciocínio era o “Animismos”.

Leia-se Wikipédia: Pelo termo Animismo designa-se a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do Cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, fungos, vegetais) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite); é um princípio vital e pessoal, chamado de ânima, o qual apresenta significados variados.

Já dentro da Mitologia segui a risco a literatura a respeito com todos os pontos e vírgulas.

A importância do Tatuador para os Polinésios

A Palavra Tohunga significa tatuador para o povo da Polinésia,

Existem diversos nomes para o Mestre da Tatuagem nas diferentes áreas da Polinésia, porem a maioria dos nomes são linguisticamente relacionadas na Nova Zelândia e Samoa ele é chamado Tohunga. O papel social da Tuhunga varia muito de região para região, eles não eram somente Tatuadores. Se tomarmos alguns exemplos o tatuador na Nova Zelândia é suposto ser um sacerdote, enquanto em Samoa também eram carpinteiros, a ambos é dado um Status elevado pelos serviços de tatuagem que eles prestavam.
O significado, é o mesmo em todas as línguas, correspondem ao significado da palavra “Mestre”.

maori_making_a_tattooMarquesans talvez seja a cultura que dava maior importância ao Mestre de Tatuagem, ele era chamado de Tuhuna e não Tohunga, era tido como um membro da segunda classe de sacerdotes, o pontífice o Tauá, que significa ser divino e sagrado. Ele tinha um monte de tarefas diferentes dentro do clã, como preparar cerimônias sagradas, cânticos, funerais e cirurgias de pequeno porte, ele também era guardião das tradições antigas, a ele era conferido a tarefa de conservar velhos rituais e tradições e ensinar para as próximas gerações.

Algo que venho fazendo com meus descendentes.

Possuir uma tatuagem era sagrado e a historia envolvida nesse processo era uma questão de identidade para quem a recebia, o dono dessa tatuagem passava a ganhar um status maior dentro da tribo, dai a palavra “Tatuagem Tribal” que deveria ser uma tatuagem que passa informações do indivíduo para a sua e outras tribos, mas a grande maioria as tem meramente como traços abstratos sem contexto e comprometimento.

Muitos projetos hoje são feitos de maneira aleatória sem sentido e significado algum, principalmente pela grande maioria dos tatuadores, (se você não é um deles, não sinta-se ofendido, compartilhe também) eles não se interessam pela cultura nativa e seus significados, não herdaram nem possuem interesse em aprender esses sentidos, da raiz de forma profunda, tatuam o que encontram na Internet e principalmente o que encontram aqui nesse site, exemplo esta em alguns elementos que anterior mente eu havia me equivocado (Já foram corrigidos) porem até hoje são utilizados com o mesmo sentido errôneo que eu havia descrito na ocasião, não pesquisaram nem se importaram e conferir a credibilidade, tudo que aprenderam e sabem foi meio que no ctrl+c – ctrl+v, dessa forma, sinto-me usurpado e ao mesmo tempo com uma responsabilidade muito grande de nunca poder errar, as vezes isso chega me inibir quando quero ousar em alguma tradução. Não quero ver pessoas que possuem uma tatuagem no corpo com um significado que eu determinei e posteriormente eu notei que aquele não era o significado adequado, e quando for ver aquilo já tinha tomado dimensões e já haviam sido utilizadas de forma errada, esse ônus é muito grande de se carregar.

Pretensão? Talvez, mas para ter certeza do que estou falando procure de forma criteriosa na Internet e na Literatura escrita e veja se você vai encontrar outras fontes de informações com tanta riqueza fora o que você encontrou aqui, esta tudo que nas minhas costas mesmo!

O que é Tatuagem Maori?

A tradicional tatuagem Maori era chamada de Moko, esse desenhos tradicionais chamam-se Tā moko. Desde os primeiros desenhos, os Moko eram parecidos com brotos de samambaia, folhagens que nasciam em espirais . Os desenhos sempre possuem significados particulares em cada traço, parte do corpo ou pessoa, correspondendo alguma história ou conquista já vivida. As tatuagens Moko também eram utilizadas como sinal de força, poder e beleza dentro da tribo. As pessoas mais experientes possuíam um maior número de tatuagens do que os demais, tendo mais respeito sobre os outros, e da mesma forma, se uma pessoa não possui as tatuagens automaticamente ela tem menor significância dentro da tribo, como um simbolo de status de baixo-nível social.

Tradicionalmente, os homens faziam tatuagens mais comumente no rosto, e as mulheres na boca e no queixo, pois essas são as formas de mostrar maior respeito e poder dentro da tribo. Outros lugares tradicionalmente tatuados pelos Maori são as coxas, as nádegas, as costas e a barriga, isso se tratando dos homens. As mulheres tatuavam as coxas, nádegas, costas, e também o pescoço e nuca.

Hoje em dia, as tatuagens ainda demonstram autoridade e respeito para quem sabe seus significados. Por exemplo, uma mulher que possui o queixo tatuado pode significar que é casada ou possui um grande respeito dentro de um grupo.

No caso dos homens, podemos ver isso no governo do país, que é dividido entre Kiwis e Maoris. A grande maioria dos Maoris que possuem altos cargos no governo tem grande parte do rosto tatuada, se não por inteiro. Já os de cargos mais baixos possuem menos experiência e por isso menos tatuagens no rosto.

Os tatuadores especialistas em Tā Moko são chamados de Tohunga Tā moko, e dentro da tribo são considerados sagrados, sempre tendo um em cada tribo. No início, para fazer as tatuagens, ao invés das agulhas, os Tohunga usavam ossos de albatrozes em formato de cinzéis, e para a pigmentação, eram feitas misturas de fuligem de madeira queimada com gordura de animal. Essa forma de tatuar foi modificada no século 19, para diminuir os enormes riscos à saúde dos Maori, começando assim a utilizar os materiais mais próximos do que conhecemos hoje em dia tintas industrializadas agulhas de aço, e em algumas tribos até o uso da maquina elétrica..

No mesmo século, no ano 1860, o estilo Moko foi liberado para o uso dos outros nativos neozelandês, os Kiwis, também chamados de Pākehā (povo não Maori) . Nos anos seguintes, o estilo foi popularizando na europa, e assim ganhando reconhecimento de pessoas famosas pelo mundo, como artistas e principalmente jogadores de futebol. Porém, aí foi onde começou todo o problema histórico das tatuagens Moko. Graças à popularização, muitas pessoas começaram a fazer tatuagens Moko, porém de forma errada. As pessoas que não fazem suas tatuagens Moko com um Tohunga, muitas vezes podem estar fazendo desenhos com significados completamente inversos aos seus desejos e conquistas, pois cada traço feito possui um significado particular. Por isso, grande das pessoas acabavam fazendo suas tatuagens com a linguagem da tribo dos Maori, mas de uma forma extremamente controversa, sujando assim a linguagem Tā Moko.

Por causa de toda essa confusão, de uns anos pra cá a tribo Maori chamada “Te Uhi a Mataora” decidiu fazer uma espécie de conciliação com o resto do mundo para que pudessem continuar utilizando o estilo, porém colocando um outro termo, chamado Kirituhi.

O Kirituhi (traduz-se literalmente “pele tatuada”) e, diferente do Moko, não possui significados particulares para cada pessoa tatuada, quando feito de forma aleatória,  assim podendo ser utilizado por qualquer um que ache o desenho simplesmente bonito, assim como a grande maioria dos outros desenhos tribais.

Devido ao interesse crescente por esse estilo, tatuadores mais atentos começaram a desenvolver projetos utilizando os elementos da cultura maori e os adaptando para tatuagens que são feitas em qualquer parte do corpo, esse estilo é o que tem maior procura e que agrada a maioria dos Pākehā, assim como os donos dessa arte gostam de nos chamar.

Quem foram os Maoris

A Palavra Maori significa “Normal” era a palavra utilizada para distinguir os mortais de divindades e espíritos, se eu pudesse definir o que seria o povo Maori diria que foi o povo mais animista de toda a Oceania, precisamente Nova Zelândia, terra essa onde viviam os Nativos Maori e onde vivem seus descendentes. Foi Sir James G. Fraser, que realizou um dos melhores estudos na zona da Oceania, ele definiu o povo Maori da seguinte maneira: “Aqui a magia dominou a religião e venceu-a em toda a linha. Porque o ser humano, ao sentir-se impotente perante as forças da natureza, ao não poder aceder ao seu controle, ou pelo menos, ao não poder prever o seu desenvolvimento, trata de improvisar um ritual que lhe dê a possibilidade de recuperar parte da confiança perdida.”

Assim as tatuagens começam a se entrelaçar com a historia desse povo, na ótica que dentro dessa cultura os Tohunga (Tatuadores) eram vistos como sacerdotes que tinham o poder de sarar o indivíduo, como doutores prescreviam a receita para a cura dos males, no caso a cura do espírito e da alma, as tatuagens para esse povo tinha o poder de curar e de precaver do que poderia vir, de proteger, a afastar, de atrair, reverenciar, saudar e de lembrar, era seu amuleto de sorte seu Patuá nas muitas batalhas de um povo genuinamente guerreiro, talvez na tatuagem é que podemos conotar a forma mais expressiva de magia utilizadas pelos Maoris e relatada pelo estudioso Sir James G. Fraser.

O animismo tem duas notas peculiares: o particularismo e o ceremonialismo. Tenta-se trabalhar a alma, o espírito particular, individual e definido, de cada um dos elementos sobre os quais se deseja atuar e, ao considerar a sua personalidade espiritual, se quer descobrir a maneira de agradar ou atemorizar o espírito em questão daí a maneira que os elementos dos desenhos empregados na tatuagem Maori atuavam. Para isso, o pretendido conhecedor dessas almas desenvolve a cerimônia que melhor lhe parece que pode resultar, de acordo com a sua intenção no caso aqui abordamos o Tohunga ou “Tatuador”.

Neste caso, resulta claro que não há necessidade de mediador, de sacerdote, porque as regras se vão criando segundo aparece a necessidade correspondente. O espírito da coisa, do animal, ou do fenômeno em questão, é uma alma concreta e o praticante também o é; portanto, a cerimônia animista é uma conversa, um contato pessoal entre o espírito e o demandante, que se ajuda com a magia que ele conhece, que aprendeu com seus ancestrais ou que intuiu que é a mais indicada para essa alma, a melhor para essa ocasião concreta e a receita formas a serem utilizadas para cura de seus problemas.

Se transpuséssemos esse feito na contemporaneidade diria que é aquela pessoa que chega e me diz vi esse desenho (elementos) e me identifiquei com ele, ele conta exatamente o que gostaria de expressar e perpetuar, relata o que é importante na vida dessa pessoa, demonstra seus valores e subconscientemente ela esta praticando uma forma de animismo quando da utilização dessa simbologia que é totalmente voltada as causas Animistas.

“O termo Animismo foi criado pelo antropólogo inglês Sir Edward B. Tylor, em 1871, na obra Primitive Culture (A Cultura Primitiva).
Pelo termo Animismo, Tylor designou a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite); é um princípio vital e pessoal, chamado de “ânima”, o qual apresenta significados variados:

• cosmocêntrica significa energia
• antropocêntrica significa espírito
• teocêntrica significa alma

Consequentemente, todos esses elementos são passíveis de possuírem: sentimentos, emoções, vontades ou desejos, e até mesmo inteligência. Resumidamente, os cultos animistas alegam que: “Todas as coisas são Vivas”, “Todas as coisas são Conscientes”, ou “Todas as coisas têm anima”.

O Animismo possui três simples regras:

• Tudo no cosmo tem “ânima”;
• Todo o “ânima” é transferível;
• Tudo ou todo que transfere “ânima” não perde a totalidade de seu “ânima”, mas quem ou que recebe perde parte ou a totalidade de seu “ânima”, o qual será tomado pelo “ânima” doador.”

“Isso tudo é muito louco (Animismo) não vou focar no assunto, só postei para dar uma base no entendimento o que seria o Animismo, e que ao longo de meus estudos sobre essa Cultura pude perceber quanto o Animismo era presente na vida desse povo, sintetizar tudo isso ao momento em que vivemos (contemporaneidade), é um trabalho árduo e delicado, pois transpor isso na pele das pessoas significa eternizar emoções e sentimentos. Tudo o que fazemos em vida ecoa pela eternidade, se eu de alguma maneira faço parte disso, que minha participação seja impecável”

“Janser Tattoo”

Há muitos pontos comuns na mitologia dos diferentes agrupamentos insulares da Oceania. Mas, naturalmente, as coincidências são tantas como as discrepâncias e as peculiaridades de cada etnia ou grupo, digamos nacional, sobretudo porque a enorme dispersão geográfica torna impensável que, embora se partisse da mesma raiz religiosa, fosse possível conservar inalterada a essência após pouco mais de um par de gerações, desta forma os desenhos de tatuagem também se perderam com o tempo, e em meus estudos busco da tradução dos seus significados a compreensão para uma adaptação contemporânea dos mesmo para nosso povo ocidental precisamente o povo Brasileiro que tem o misticismo como um forte atrativo.

As formas dos desenhos Polinésios que comumente são chamados de Maori, porem não são precisamente desenhos Maori, são desenhos de tribos da Oceania, podendo ser Samoano, Marquesan, existe muita confusão por parte de leigos e até mesmo por parte de tatuadores desinformados que executam um trabalho muitas vezes sem sentido algum (um mero Kiri) e a chamam de um trabalho Maori, para se ter noção da complexidade dessa cultura vou dar um exemplo.

O Tiki é um dos seres legendários e semi-divinizados que aparece com maior freqüência nas diferentes áreas é Maui ou, mais exatamente, Maui-Tiki-Tiki, que é o herói legendário, o ser divinizado de origem um humano pescador. Foi capaz de realizar o descobrimento do fogo e, como em tantas e tantas mitologias, esse herói proporcionador do supremo bem do fogo não atuava em seu proveito, porque o grande Maui-Tiki-Tiki, uma vez que possuiu o segredo do fogo, cedeu-o generosamente aos seus companheiros os humanos.
Também se tem o grande Maui por divindade dos primeiros frutos em algumas zonas da Polinésia e Micronésia. Na Nova Zelândia, para os maoris, Maui é a divindade que representa o Céu; nas ilhas Havai, Maui-Tiki-Tiki é o mesmo deus que Kanaroa, isto é, é o deus supremo do seu panteão, enquanto nas ilhas Tonga, ao noroeste da Nova Zelândia, Maui é somente um dos deuses simplesmente importantes do seu abigarrado olimpo local.

Na Nova Zelândia e no Havai e Tonga, coincide-se em relacionar Maui, o pescador, com a origem da terra; firme, dado que nas três zonas, tão diversas, se fala do pescador Maui como do artífice desse prodígio que foi recuperar a terra seca e habitável das profundidades do mar. Noutras zonas da Austrália, como Queensland ou New South Wales, conta-se que Maui marcou de vermelho a cauda de um pássaro local, porque a ave quis roubar-lhe o fogo que ele tinha descoberto, que é uma lenda muito similar à que se conta dos pássaros e do fogo nas ilhas Havai.

Tamanha é a complexidade desse povo e prova disso nada é encontrado na Web sobre o assunto, tudo foi se perdendo com o tempo e nem mesmos os Nativos Maori se interessam pelo assunto, fruto da intervenção radical que os colonizadores exerceram sobre esse povo. Alguns dos ritos importante na cultura Maori por decisão dos Sacerdotes que possuíam maior hierarquia inclusive foram trancadas dado a decepção de verem os membros de seu clã se integrarem com tanta volúpia ao costumes do homem branco, esquecendo-se de sua provai cultura, trazendo vergonha aos seus, e a vergonha para os Maori era pior do que a morte. Eles acreditavam quem seus descendentes não eram dignos de tal conhecimento. Um dos ritos que ficou perdido no tempo ao qual era a base de ensinamento aos mais jovens, quando passavam e se integrar como membros ativos da sociedade Maori era contada inclusive nos rituais de Tatuagem (Seções), cantarolada em verso e prosa dizia-se da seguinte maneira; que suas divindades, sob a presidência do deus Tangaroa, que é o ser supremo e com a inevitável presença da divindade mais ubíqua, Maui, que é o deus do Céu e está acompanhado pela sua esposa Innanui. Nesse céu brilha Rona, o Sol do dia, e Moramá, a Lua da noite, embora exista Papa, a Mãe, que também representa a Lua, sendo então Rangi ou Raki, o seu companheiro e o deus do Céu. A raça humana começou com Oranova e Otaia, sendo Dopu, o filho de Otaia, o senhor das trevas.

De onde são os Maoris?

Eles são da Nova Zelândia, uma das coisas mais interessantes sobre a Nova Zelândia é o tamanho do país, que mede pouco mais de 250.000 km² (divido em duas ilhas principais – ilha norte e ilha sul), ou seja, o PAÍS INTEIRO tem quase o tamanho do estado de São Paulo, mais de 30 vezes menor que o Brasil. E ainda, a população é de pouco mais de 4 milhões, muito menos que o Estado de São Paulo, menos que a metade da CIDADE de São Paulo. Deu pra notar que o lugar é pequeno e tem pouca gente.

Além disso, o país é super afastado de tudo, os países mais próximos são Austrália, ao noroeste, e a Nova Caledónia, Fiji e Tonga, ao norte. Justamente pelo afastamento geográfico a Nova Zelândia tem um eco-sistema muito singular, até a colonização praticamente não havia mamíferos terrestres por aqui. O país era dominado por aves, muitas delas hoje extintas. Não à toa o símbolo do país é uma Ave, o conhecido Kiwi – uma ave pequena de hábitos noturnos que não voa.

Os naturais neozelandeses também são conhecidos como Kiwi (muito mais fácil de falar). Aposto que pra muita gente KIWI era só fruta, mas na verdade a fruta tem esse nome por causa desse pássaro, e por curiosidade, aqui também é cultivado o kiwi golden (a fruta, que em vez de verdinha é amarela por dentro).

Então, pra vocês não se perderem: KIWI é uma fruta, um neozelandês e também um bicho.

A Nova Zelândia não é habitada só pelos kiwis (pessoa), também é povoada pelos Maoris. Os Maoris eram o povo que habitavam essas terras antes da colonização britânica. Como a colonização só veio muito tarde, por volta de 1870, as condições são bem diferentes e esse povo foi integrado a “””sociedade”””. Os Maoris resistiram muito a ocupação de suas terras e viram seu povo ser reduzido a bem menos que a metade nessa briga, até que assinaram acordos aceitando as novas ‘condições’ e a soberania britânica. Hoje o governo tenta amenizar essas magoas do passado sobre o povo Maori – que no mínimo pode se dizer que é uma atitude bem humana.

Nota: sei que tem gente que faz confusão, então só pra ficar claro, Aborígines são da Austrália e os Índios do Brasil, a Nova Zelândia tem Maoris.

Hoje, os Maoris continuam tendo suas características e cultura independente, mas mesmo assim foram integrados, trabalham e convivem normalmente com os kiwis, até mesmo tem uma representação do Partido Maori.

Enfim, graças a essa história toda, as línguas oficiais são o Inglês e o dialeto Maori.

Mitos da Oceânia

MITOS DA OCEÂNIA

Em primeiro lugar, se queremos falar da mitologia da região, de- vemos começar situando a Oceânia no contexto físico, dado que, embora se fale dela como se se tratasse de mais um continente, não é tão simples precisar com claridade a sua justificação geográfica O acordo mais recente que se tomou sobre os seus limites precisa que é um conjunto de terras dividido em duas zonas. Australásia e Melanésia, que compreendem a Austrália e Nova Zelândia, por um lado, e a Melanésia, propriamente Micronésia e Polinésia. Mas também se costuma considerar a Oceânia dividida em quatro grandes itens.

O primeiro é Austrália com a maior massa de terra firme. Atrás dela estão Micronésia, Melanésia e Polinésia, este último grupo é o mais extenso dos insulares dado que compreende todas as ilhas encerradas num polígono que vai desde as duas maiores ilhas, as de Nova Zelândia, até a ilha de Páscoa, a mais próxima da costa americana, passando pelas Havai, Taiti e Samoa. Portanto, foram abandonadas as antigas convenções que supunham que Malásia, a atual Indonésia, ou uma parte dela, Filipinas e outras ilhas, como o arquipélago japonês das Kuris, faziam parte desta quinta região continental.

Oceânia é uma zona eminentemente insular, dado que, à parte do grande território continental de Austrália mais a ilha de Tasmânia,Papua e as duas ilhas da Nova Zelândia,o resto está composto por mais de dez mil ilhas e ilhéus, com uma extensão total de uns 120.000 quilômetros quadrados, o que vem a dar uma (enganosa) média de pouco mais de dez quilômetros quadrados por ilha, cifra que dá idéia da escassa concentração humana, da dispersão da sua população e da elevada quantidade de áreas separadas que formam este conjunto tão heterogêneo.

Quanto à divisão da sua população digamos autóctone, há dois grandes grupos étnicos muito diferenciados: melanésios, de rasgos predominantemente negróides, e micronésios, de rasgos mais mongolóides.

Os micronésios, por sua vez, se distribuem aproximadamente em dez zonas lingüísticas diferentes. A população primeira desta região chegou principalmente da Ásia (já que também houve emigrações menores da América) por sucessivas ondas há só uns vinte mil anos, e muitos dos territórios insulares mais orientais são de muito recente população, alguns até receberam a sua população primitiva no primeiro milênio da nossa era, como é o caso particular das ilhas Havaí, que receberam primeiros imigrantes,vindos das ilhas Marquesas, no século V, com a segunda emigração que chegou do Taiti, nos séculos IX e X.

UMA CONSTANTE ANIMISTA

Em toda a Oceânia,especialmente na Melanésia,o animismo é o sistema de crenças mais importante.Este sistema animista, como apontava Sir James G. Fraser, que realizou um dos melhores estudos da zona, é a demonstração de que aqui a magia dominou a religião e venceu-a em toda a linha. Porque o ser humano, ao sentir-se impotente perante as forças da natureza, ao não poder aceder ao seu controle, ou pelo menos, ao não poder prever o seu desenvolvimento, trata de improvisar um ritual que lhe dê a possibilidade de recuperar parte da confiança perdida.

O animismo tem duas notas peculiares: o particularismo e o ceremonialismo. Tenta-se trabalhar a alma, o espírito particular, individual e definido, de cada um dos elementos sobre os quais se deseja atuar e, ao considerar a sua personalidade espiritual, se quer descobrir a maneira de agradar ou atemorizar o espírito em questão. Para isso, o pretendido conhecedor dessas almas desenvolve a cerimônia que melhor lhe parece que pode resultar, de acordo com a sua intenção. Neste caso, resulta claro que não há necessidade de mediador,de sacerdote,porque as regras se vão criando segundo aparece a necessidade correspondente. O espírito da coisa, do animal,ou do fenômeno em questão,é uma alma concreta e o praticante também o é;portanto,a cerimônia animista é uma conversa, um contato pessoal entre o espírito e o demandante, que se ajuda com a magia que ele conhece, que aprendeu dos seus maiores ou que intuiu que é a mais indicada para essa alma, a melhor para essa ocasião concreta.

O ANIMISMO HOJE

Temos um interessante exemplo atual deste culto animista na Papua Nova Guiné, a metade independente da ilha de Nova Guiné, com uma extensão de perto de meio milhão de quilômetros quadrados e uma escassa população, pouco mais de três milhões de habitantes; ora bem, neste novo país, no qual apenas três por cento da população se declara oficialmente não cristã, existe o culto animista mais moderno que se conhece. Começou com a chegada dos europeus e a sua exibição de grandes embarcações,das quais desciam portentosas maquinarias, instrumentos e bens, até a essa altura desconhecidos para os papus (nome malaio que se refere ao cabelo encrespado dos aborígenes). Pois bem, desde a Segunda Guerra Mundial, num momento em que os papus assistiram a um portentoso incremento de transportes militares na sua ilha, Papua viu como se acelerava e se institucionalizava o culto da carga (Cargo Cult), com cerimônias particularizadas na espera dos papus para que cesse a intervenção maléfica do homem branco, o estrangeiro que muito bem sabem que foi quem desviou a carga a eles destinada, primeiro nos barcos e agora nos aviões;no ritual coletivo deste culto oficia-se através de modelos de aviões feitos ingenuamente em madeira, com os quais se invoca os de verdade; a cerimônia desenvolve-se periodicamente nas imediações do aeroporto da capital,em outra maquete ritual do aeroporto de Port Moresby,precisamente para fazer com que a magia atue em substituição, ao ser evidente que os aborígenes não têm o poder nem os meios técnicos necessários para reclamar pela força essa carga tão ansiada que exigem. Com certeza, se afirma que não há signos de que este culto tenha remetido com a passagem do tempo, ao contrário, cada dia parece mais estabelecido e melhor definido. Mas, ao mesmo tempo que existe este culto moderno, se continua julgando que Kat foi o herói que trouxe a noite aos humanos. A magia, em toda a Oceânia, se assimila a uma forma de defesa perante a realidade e a sua última conseqüência, a magia destrutiva é simplesmente uma arma utilizada pelo oficiante num ato de legítima defesa para destruir o inimigo, que não se pode parar doutro modo, mas esta magia destrutiva só re- veste o inofensivo aspecto (para nós, que não temos a maldição) de um sortilégio pronunciado com todas as condições prescritas pelo ritual.

O TOTEMISMO, O OUTRO PILAR

Uma visão especialmente significativa foi a que obteve da Austrália o grande sociólogo Emile Durkheim, que descreveu na sua obra “As formas elementares de vida religiosa”(1915) tudo o que pôde observar sobre o totemismo na Austrália, nos núcleos de população indígena, definindo esse totemismo com uma forma de pensamento que concebe os seres humanos como outra das diversas partes integrante duma única natureza. No totemismo, a vida inteira é uma unidade, e a vida religiosa, a crença, está tudo encadeado ao conjunto universal. As cerimônias são a parte mais importante desta forma de crença e, mais ainda, as grandes cerimônias (como em todas as religiões estabelecidas) são também outra forma direta de explicar a sociedade; por isso, nos escassos grupos aborígenes que vivem no interior da Austrália, ainda se podem encontrar grandes ritos onde a presença da mulher está vetada. Esta proibição é outra forma de acentuar a diferença social entre homens e mulheres.Estas,por sua parte, também tinham e têm cerimônias exclusivas e separadas, como separada na sua vida civil. Naturalmente, trata-se duma sociedade em que a poligamia era uma forma habitual de construção familiar, com um número de esposas variável dentro do continente australiano, mas oscilando entre um mínimo de duas ou três e um máximo de vinte e nove entre os tiwi. No estabelecimento do número de esposas, o critério mais importante era o dos meios de que dispunha o cabeça de família e,como em todas as poligamias,a primeira ou primeiras esposas eram as que pediam que se tomassem novas, dado que a incorporação de esposas jovens descarregava de trabalho as existentes e se traduzia num aumento da potência econômica do grupo familiar.

PRÁTICAS TOTÉMICAS DA AUSTRÁLIA

Entre as práticas religiosas próprias da Austrália é possível encontrar em Arnhem verdadeiros cantores tradicionais do ritual da “alcovitagem”, oficiantes em transe que recitam o que os espíritos lhes estão comunicando no seu especial diálogo pessoal. Mas a prática totémica mais representativa do território Ananda, na Austrália, está nos Tjurunga, os objetos sagrados elaborados sobre pedras ou peças de madeira, com decoração e linguagem sagradas,feito à base de incisões rituais.Outros ritos totêmicos de Arnhem foram desde tempo imemorial os maraiin e os rangga. Os primeiros eram representações realistas de pessoas, animais, plantas e objetos; os rangga eram postes cerimoniais. Mas tudo isso construído sem nenhuma ideia de permanência, dado que se tratava de objetos que se sabiam perecedouros, porque só estavam destinados a servir de mensagem ritual nessa ocasião concreta. No totemismo, a preocupação transcendental dos seres humanos centra-se unicamente em dois pontos:em primeiro lugar, que as estações não interrompessem a sua habitual sucessão nem variassem na sua forma climática; depois, que a vida mantivesse também o seu ritmo habitual e que decorresse com a continuidade esperada, isto é, que os seres vivos pudessem continuar vivendo tranqüilamente, como sempre se tinha vivido, dentro das coordenadas conhecidas através de gerações, sem que se tivesse que sofrer por conseqüência de alguma mudança inesperada e não desejada.

A FÁCIL ENTRADA DOS EUROPEUS

Na Oceânia, o homem branco que acaba de chegar à zona não encontra oposição alguma,nem à sua presença nem às suas ideias. Só os fortes núcleos maoris da Nova Zelândia, os habitantes mais guerreiros de toda a Oceânia, se enfrentam aos recém-chegados homens brancos e fazem-no durante um longo período, sem se importarem com as numerosas baixas causadas por um inimigo melhor armado e ainda melhor informado. São duas as causas desta aceitação tão rápida, à parte do caráter aberto dos diferentes grupos de população estabelecida. Nas ilhas de menor tamanho e população da Polinésia e, sobretudo nas Havai, torna-se evidente a superioridade dos recém-chegados e os habitantes, com um pragmatismo admirável, preferem seguir em tudo os ditados dos europeus, até no concernente às suas diversas doutrinas cristãs que trataram com eles, para tomarem todo o tempo necessário,até chegarem a estabelecer a forma mais conveniente de atuar depois. Por outra parte, na Melanésia,a cor pálida das peles européias está relacionada com a morte, com os sagrados espíritos dos mortos. É esse aspecto esbranquiçado o que torna os homens brancos respeitáveis aos olhos dos melanésicos e, em conseqüência, se acata a sua pr sença e se obedecem as suas ordens, porque são a gente vinda do mais-além, não só do outro lado do mar e, para maior evidência,o poder que emana deste heterogêneo,mas decidido grupo de marinheiros,penados,soldados, traficantes, missionários e aventureiros,com as suas grandes e até a essa altura desconhecidas embarcações,as suas armas de fogo e as suas inexplicáveis posses e energias, só faz reforçar o primeiro conceito de que pertencem a um grupo diferente de seres sobrenaturais, pelo menos.

MITOS COMUNS

Há muitos pontos comuns na mitologia dos diferentes agrupamentos insulares da Oceânia. Mas, naturalmente, as coincidências são tantas como as discrepâncias e as peculiaridades de cada etnia ou grupo,digamos nacional, sobretudo porque a enorme dispersão geográfica torna impensável que, embora se partisse da mesma raiz religiosa, fosse possível conservar inalterada a essência após pouco mais de um par de gerações, principalmente na cultura de transmissão oral,na qual três gerações é o máximo passado que se pode estabelecer com precisão cronológica. Portanto, a característica primeira da mitologia de toda a região da Oceânia é que se misturam com facilidade os cultos gerais da zona com os desenvolvidos localmente, sem que exista absolutamente nenhuma colisão ou oposição a esse casamento. Um dos seres legendários e semi-divinizados que aparece com maior freqüência nas diferentes áreas é Maui ou, mais exatamente, Maui-Tiki-Tiki, que é o herói legendário, o ser divinizado de origem um humano pescador. Foi capaz de realizar o descobrimento do fogo. E, como em tantas e tantas mitologias, esse herói proporcionador do supremo bem do fogo não atuava em seu proveito, porque o grande Maui-Tiki-Tiki, uma vez que possuiu o segredo do fogo, cedeu-o generosamente aos seus companheiros os humanos. Também se tem o grande Maui por divindade dos primeiros frutos nalgumas zonas da Polinésia e Micronésia. Na Nova Zelândia, para os maoris, Maui é a divindade que representa o Céu; nas ilhas Havai, Maui-Tiki-Tiki é o mesmo deus que Kanaroa, isto é, é o deus supremo do seu panteão, enquanto nas ilhas Tonga,ao noroeste da Nova Zelândia, Maui é somente um dos deuses simplesmente importantes do seu abigarrado olimpo local. Mas também em Nova Zelândia, no Havai e nas Tonga, coincide-se em relacionar Maui, o pescador, com a origem da terra; firme, dado que nas três zonas, tão diversas, se fala do pescador Maui como do artífice desse prodígio que foi recuperar a terra seca e habitável das profundidades do mar. Noutras zonas da Austrália, como Queensland ou New South Wales, conta-se que Maui marcou de vermelho a cauda de um pássaro local, porque a ave quis roubar-lhe o fogo que ele tinha descoberto, que é uma lenda muito similar à que se conta dos pássaros e do fogo nas ilhas Havai.

A ILHA DE PÁSCOA. NO EXTREMO ORIENTAL

A ilha de Páscoa, Rapa-Nui no seu toponímico original, marca o confim oriental da Oceânia, numa longínqua avançada que se situa a mais de duas mil milhas marinhas da Polinésia Francesa, a mais de mil milhas de Pitcairn e a outras duas mil milhas da costa do Chile, país ao qual agora está adscrita, quase em zona de ninguém.Esta ilha, à parte das estupide- zes extraterrestres que se tramaram a partir da surpreendente presença dos moais, as suas peculiares estátuas monolíticas, é também a amostra de que a separação implicou a perda da tradição original maori, embora se conserve grande parte do idioma primigênio na linguagem atual.

No caso concreto da ilha Rapa-Nui, também há que dizer que as sucessivas erupções dos seus três vulcões, que praticamente chegaram a acabar com quase toda a vida humana na sua superfície,são a causa deste esquecimento das tradições, junto com as mortíferas incursões de piratas e as não menos cruéis expedições a partir das costas americanas à procura de mais escravos para dotar de mão de obra barata as grandes plantações continentais, o que leva à perda da capacidade de compreensão e interpretação completa da linguagem autóctone dos pictogramas que se conservam nas escassas tabuinhas supervinientes, nas poucas rangorango não destruídas. O que sim se mantém em parte é a lenda do rei Hotu Matua, de um ariki do desconhecido e longínquo reino de Hiva, que se viu obrigado a abandonar a sua terra quando as águas do mar circundante começaram todas a crescer, inundando pouco a pouco a ilha de Hiva, destruindo tudo com a sua imparável enchente, homens,animais e cultivos. Hotu Matua mandou um dos seus mais leais súbditos, o fiel Hau Maka, que realizasse uma viagem de exploração, submerso nos poderes de um sonho mágico, para encontrar uma nova terra para onde levar a parte do seu povo que pudesse salvar. Hau Maka sonhou em primeiro lugar com os ilhéus que rodeiam Rapa-Nui, e deu-lhes os nomes dos netos que teria no futuro; de lá viu a ilha grande e para ela foi. Percorreu-a toda, pela costa e o interior,vendo as praias e subindo aos vulcões, pondo a todos os pontos o seu devido nome até Anakena, na costa do norte da ilha,como lugar de chegada para as canoas que tinham que vir trazer mais tarde toda a gente de Hiva que pudesse escapar da morte segura.

A EXPEDIÇÃO A RAPA NUI

Despertado do seu sonho, Hau Maka comunica o conteúdo do mesmo ao ariki Hotu Matua; o rei, contente com a precisa mensagem onírica recebida por Hau Maka, ordena que sete homens saiam para a ilha para esperar nela a chegada do grosso da emigração que tem que conduzir mais tarde o araki. Saem então para a ilha salvadora de Rapa Nui os sete escolhidos: Ira, Raparenga, A-Huatava, Ku-uku-u, Nomona A-Huatava, Ringingi A Huatava, Uure A-Huatava e Makoi Ringingi A-Huatava. Cumprindo o real mandato, os sete chegam à ilha indicada, mas o que vêem não lhes agrada, pois estão numa ilha arrasada pelos ventos, rodeados por fortes correntes circulares que não permitem a navegação para o mar aberto, numa má terra cheia de matagais e onde não parece possível cultivo algum. Após os sete anos dedicados à construção dos dois catamarans gigantes, chega,por fim,a Rapa Nui a expedição de Hiva, com o ariki Hotu Mútua, com a ariki Vakai, comandando de um catamaran. No outro vai a sua irmã Ava Rei Pua, esposa do ariki Tuu-ko-Ihu.Em total são duzentos os passageiros das duas grandes embarcações, cem em cada uma delas. De terra, os sete da ilha tratam de avisar para que não se deixem levar pelas águas e saiam de lá, pois Rapa Nui não é um bom sítio para tentar continuar a vida. Mas Hotu Matua responde que não há outra terra para eles senão essa ilha. E se separam as duas pirogas, para que cada uma chegue a Anakena a partir de um rumo diferente: Hotu Matua e a sua esposa Vakai fazem-no pelo este, a sua irmã Ava Rei Pua aproxima-se pelo oeste. As duas mulheres parem asim que pisam terra firme; Vakai teve um filho, a sua cunhada Ava Rei uma filha; a estirpe real foi a primeira em nascer na nova terra. Após o duplo nascimento, o rei e a sua comitiva plantaram as primeiras sementes, aquelas sementes trazidas da Polinésia e que dão forma a uma ilha de Hiva ressuscitada, apesar de que já não se pode sair de Rapa Nui e o povo de navegantes esquece a navegação e fica confinado no último canto do Pacífico.

OS DEUSES DE RAPA NUI E OS MOAIS

No entanto, em todo este relato da saída do rei Hotu Matua (Matua significa pai) da ilha Hiva e a posterior chegada dos maoris a Rapa Nui, não há nenhuma explicação para os gigantescos moais, que nada significam para os atuais habitantes, nem como ídolos sagrados nem como estátuas de personagens históricos ou legendários respeitados, à parte do fato de comentar-se que antes de estes maoris chegarem, habitava a ilha a gente de orelhas la gas, que o povo das orelhas curtas do araki Tuu-ko-Iho, o esposo de Ava Rei Pua, matou tentando explicar o seu desconhecimento sobre a origem dos moais, e a plausível versão da desaparição dos talhistas daqueles monólitos antropomórficos,dos quais só sabem que muitos estão abandonados nas canteiras das cimeiras,a meio talhar, sem que nenhum rapanuino tenha podido dar conta de quando nem de como se produziu tal interrupção na sua talha e posterior ereção nem a razão da sua presença nas ladeiras da ilha. Quanto à mitologia da ilha de Páscoa, se menciona em primeiro lugar o deus-pássaro Makumaku,do qual há multidão de talhas antigas,seguramente da mesma época que a dos construtores de maois, nas rochas das montanhas vulcânicas da ilha: se fala da existência dos Aku-aku, os espíritos invisíveis que dão a chave das almas à população de origem maori; se pensa em outros deuses secundários, como são Hava, Hiro, Raraia Hoa e Tive, mas não existe uma doutrina sólida que una estes deuses e espíritos duma maneira coerente, nem sequer que possa estabelecer um nexo entre as esculturas e os povoadores atuais, dado que os nomes do mito que se mantiveram após a cristianização só são personificações animistas residuais que dão sentido a determinadas manifestações visíveis das forças mais temidas da natureza.

DE REGRESSO À AUSTRÁLIA

Embora Austrália seja um continente-ilha duma enorme extensão, com quase oito milhões de quilômetros quadrados,a desertização do interior fez com que,desde tempo imemorial, os núcleos de população aborigem da Austrália se tenham dispersado nas mais férteis zonas costeiras; por essa razão, são muito diversos os desenvolvimentos mitológicos próprios, com influências exteriores ou sem elas. Entre os deuses principais está Upulera, o Sol, mas nas tribos de Queensland diz-se que o Sol (que é feminino) foi criado pela Lua, e a tribo Arunta pensa que o Sol é uma mulher nascida da terra e que ascendeu ao céu com uma tocha, embora muitos grupos acreditem que o Sol saiu do interior de um grande ovo de emú lançado para o Céu, recebendo o deus do Céu advocacias como Koyan e Peiame.Como se pode ver,a Lua é uma divindade de mais categoria que o Sol, o seu criador em muitas ocasiões, e se dá bastante mais importância ao seu percurso noturno do que ao diurno do Sol. Em Vitória, no sudoeste australiano, é o deus Pungil ou o seu filho Pallian, o criador do primeiro homem, que modelam, um ou outro, do barro, embora outras tribos do país falem do excremento dos animais como a base da sua criação, ou de homens feitos de pedras e mulheres feitas com a madeira dos arbustos, ou tiradas do fundo dum charco, com Pungil como pai dos homens e Pallian como pai das mulheres. Também se cita os irmãos gêmeos Inapertwa como os dois criadores dos primeiros seres humanos, sendo o deus Nurrudere o criador do Universo completo. Em Queensland, no nordeste, Molonga é o nome dado ao demônio. O demônio Potoyam é outra das personificações do mal, sendo Wang o nome das almas sem corpo dos defuntos,enquanto Ingnas é o apelativo dado aos duendes e o de Kobone é o nome de um animal totêmico com poderes mágicos. Mas, como já se comentou antes, são as explicações animistas dos animais as que figuram no primeiro lugar da mitologia indígena australiana, com os pássaros ocupando, por sua vez, o degrau principal dos totens zoomórficos, sobretudo nas lendas relacionadas com o descobrimento do fogo, dado que são pássaros tão diferentes entre si como o corvo, a gralha, o falcão, o régulo, os que roubam, trazem ou conseguem diretamente com o seu esforço o primeiro brote da chama viva; mas também os pássaros são mensageiros do dia e da noite, da vida e da morte, pescadores e caçadores primigênios, e até uma grande ave terrestre, como é a avestruz australiana, o emú. É mãe involuntária do Sol, porque de um ovo seu saiu o astro-rei.

NOVA ZELÂNDIA

Os maoris foram os mais combativos e aventureiros povoadores da área, emigrantes eternos dos mares da Oceânia; com eles se estenderam também as suas divindades, sob a presidência do deus Tangaroa, que é o ser supremo e com a inevitável presença da divindade mais ubíqua, Maui, que é o deus do Céu e está acompanhado pela sua esposa Innanui. Nesse céu brilha Rona, o Sol do dia, e Moramá, a Lua da noite, embora exista Papa, a Mãe, que também representa a Lua, sendo então Rangi ou Raki, o seu companheiro e o deus do Céu para outros grupos da Nova Zelândia, para quem esta é a dualidade suprema. A raça humana começou com Oranova e Otaia, sendo Dopu, o filho de Otaia, o senhor das trevas. No paraíso reina Higuleo e é Hne-Nui-Te-Po que se encarrega de levar lá os espíritos dos humanos após a sua morte, porque é a deusa das almas, enquanto Tokai representa na terra o poder do fogo e o perigo dos vulcões, e no céu está Tawhaki, deus das nuvens e o trovão, um dos seis filhos de Papa e Rangi, e irmão de Tane Mahuta, que é uma divindade da selva. Estes dois irmãos, fiéis aos seus pais, enfrentaram os outros quatro maiores, que queriam matar Papa e Rangi para que a luz do céu lhes chegasse a eles, e conseguiram o seu propósito, embora na briga, a fúria do combate arrastasse grande parte da superfície sob as águas do mar, por isso ficou tanta extensão de água e tão pouca de terra firme. Finalmente, os animais totémicos Kobong de Nova Zelandia cumprem a mesma função dos seus homônimos, os fetiches Kobone da Austrália.

A POLINÉSIA FRANCESA

O Taiti goza-se duma rica mitologia, com o casamento dos deuses Tane e Tarra como seres supremos e criadores de tudo o que existe no nosso Universo visível, incluídos os seres humanos, como também o são em partes da Nova Zelândia, onde Tane, criador da primeira mulher,teve com ela os humanos. No Taiti, o divino casal está acompanhado na sua glória por outras deidades como são: Po, a noite; o deus Aie, representação do céu; Avié, divindade da água doce; Atié deidade do Mar, ou Malai, divindade do Vento. No céu estão o luminoso Mahanna, o deus do Sol e as suas mulheres, como Topoharra, que também é a divindade das rochas, e Tanu. Mas há uma grande deusa, a deusa Pelé, a divindade do respeitado, por temível, interior dos vulcões,que tem na maligna divindade de Tama-Pua, o porco-homem, o seu inimigo mortal e eterno, embora Pelé conte com uma grande família de muitos irmãos e irmãs, tão vulcânicos como ela, sempre dispostos a ajudá-lo na sua luta. Trata-se de irmãos como Kamo-Ho-Arii, o deus dos vapores vulcânicos; Tané-Heitre, o terrível bramido; Ta-Poha-I-Tahi, a explosão do vulcão; Te-ua-Te-Po, o da chuva noturna, e o furioso Teo-Ahitama-Taura, o filho da guerra que cospe fogo. As mais importantes irmãs da deusa Pelé são oito, desde as doces Ópio, a personificação da juventude, e Tereiia, a que faz as guirnaldas de flores, até Ta-bu-ena-ena, a personificação da montanha em chamas, passando por Hiata-Noho-Lani, a Mãe e Senhora do Céu, Taara-Mata, a deusa dos olhos brilhantes, Hi-te-Poi-a-Pelé, a que beija o seio de Pelé, Makoré-Wa-Wa-hi-aa, a dos olhos fulgurantes que envia a brisa para as pirogas, e Hiata- WawahiLani, a irmã que tem o poder de abrir os caminhos ao Sol e à Lua no céu e nas nuvens.

OUTRAS MITOLOGIAS INSULARES

Os criadores, nas ilhas Havai, são Haumea e Akea, com Kanaroa, outra das identidades do criador, como ser supremo, que também se conhece como o Maui Tikitiki que reina sobre tantas ilhas do Pacífico, embora também se pense que foram três os criadores do ser humano, os deuses Lono, Kane e Ku. Na ilha de Molokai, Karai-Pachoa é o deus do Mal, enquanto o seu oponente, Keoro-Eva, é o deus do Bem. O primeiro casal da Terra está formada por Rono, que também é o deus do Mar, e a sua esposa Haiki-Vani-Ari-Apouma. No grupo de cento 150 pequenas ilhas que formam o reino de Tonga, Kala-Futonga é a deusa criadora verdadeiramente aborigem, enquanto Maui e Tangaloa, adotados aqui como em tantas outras zonas de Oceânia, são simplesmente divindades importantes do panteão local, mas sem chegarem a ser da entidade de Kala-Futonga, embora aqui também Maui seja o herói que pescou a terra firme do fundo do mar e proporcionou a sua morada aos humanos, embora fosse despedaçada em ilhas apartadas. Junto deles estão Fenulonga, divindade da chuva: Tali-Ao-Tubo, da guerra; Alo-A-Io, divindade dos elementos da natureza; Futtafua e a sua esposa Falkava, divindades do mar,e os dois filhos de Tangaloa,Vaka-Ako-Uli e Tubo. Nas ilhas Fidji,como no grupo das Tonga, outra deusa, Viwa, é a criadora primordial do Universo e de tudo o que nele existe, incluídos os seres humanos, embora também esteja o deus criador Onden-Hi, e Naengei seja um deus supremo à parte. Junto deles estão Rua-Hata, divindade das águas e Rokowa, o ser legendário que se salvou do dilúvio. Finalmente, para ajudar os humanos no êxito dos seus cultivos está o deus Ratumaimbalu.

Resumo sobre a cultura

As Ilhas da Polinésia (que incluem Samoa, Ilhas Cook, Ilha de Páscoa, Tonga, Polinésia Francesa, Tahiti, e Havaí, só para citar algumas são ilhas do Pacifico que foram as ultimas descobertas do homem. Com uma história e uma cultura muito diferente da nossa, as tradições, a mitologia e expressão artística destes povos se espalharam para o mundo, e cada vez mais temos curiosidade de entender como foi e é a vida desses nativos.

“Descoberta” em 1500, foram os últimos povos a serem descobertos, tão pequenos mas chamaram a atenção do mundo em geral por seus costumes bizarros de serem, sentirem agirem e principalmente pela maneira que lidam com a questão da espiritualidade. Mas isto teve um preço elevado para os habitantes nativos, foram invadidos, dominados catequizados o que levou a perda de quase toda a sua essência, agora com o acesso a Internet pouco a pouco vem se tentando traduzir e entender a maneira que esses povos viviam, o apego a natureza de um modo geral, o culto aos 3 elementos mais importante para sobrevivência humana, terra, água e ar. A maneira que esses povos lidavam com a questão espiritual e a questão da sobrevivência, nos fazem refletir que talvez seria através do entendimento dessa cultura uma saída para o “CAOS” que vivemos hoje, revertendo nossos valores e nos voltando em três fatores básicos, 1º Família, 2º Ao Próximo, 3º ao local em que vivemos, pois são esses os 3 principais valores desses povos, temos muito que aprender com elesologia e expressão artística desta área se espalharam para o mundo, e cada vez mais temos curiosidade de entender como foi e é a vida desse povo.

Os missionários chegaram se estabeleceram e tentaram apagar boa parte da cultura nativa, uma delas foi a imagem que temos da ilhas Polinésia, o “Ula Ula” uma sedutora dança das mulheres indígenas nativas, semi nuas, dançavam na comemoração que era feita para reverenciar a conquista de sua (peah) espécime de um troféu obtido por merecimento, em forma de uma enorme tatuagem, muitas vezes o tema da tattoo, contava a historia de sua vida, e era motivo de orgulho para toda familia tatuar sua (peah). O ato da tatuagem para os maoris, era motivo para o mais alto grau de manifestação cultural, eles dançava e festejavam em quanto um dos membros do klã, ganhava de presente a Peah, isso é para se ter uma idéia da importância da tatuagem para os maoris, essa importância deveria existir entre os povos modernos também, pois marcar o corpo para eternidade é tão importante, que muitas vezes abre e fecha muitas portas do caminho de nossas vidas.

Hoje o estilo muito popular tatuagem tribal “Maori” pode ser encontrada do Pacífico Sul ao Sudeste da Ásia. Existe muita controvérsia em cima da palavra “tattoo” que é derivada da região Polinésia é com certeza, porem a origem exata ainda existe muitas duvidas pois os Polinésios utilizava a palavra palavra “tatao” já os Tahitianos usavam a usado a palavra “tatu”, o que significa marcar alguma coisa. A Palavra Tattoo mais comumente usada hoje, foi escrita pela primeira vez pelo explorador capitão James Cook , que escreveu em seu diário a palavra “tattow”, também conhecida como “tatau”, uma onomatopéia do som feito durante a execução da tatuagem, em que se utilizavam ossos finos como agulhas, no qual batiam com uma espécie de martelinho de madeira para introduzir a tinta na pele.
Felizmente, hoje as coisas são muito diferente e a cultura nativa das diversas ilhas polinésias se expressam livremente. O primeiro festival internacional de tatuagem foi organizado nesta área, em abril de 2000 sobre a “ilha sagrada” de Raiatea. Ela reuniu 50 mestres da tatuagem de todo o mundo e foi um enorme sucesso.

Existem dois tipos diferentes de desenhos Polinésios. O primeiro é o “Enata”. Enata são desenhos naturais desenhos que vêm para simbolizar a vida de uma pessoa e sua história, a ilha de origem, nível social, tipo de trabalho realizado, etc. Por exemplo, se você fosse um pescador, você poder ter um símbolo que está ali para protegê-lo de perigosos tubarões, ou para proteger a sua embarcação de pesca e os desafios que o mar sempre impõe.

O outro tipo de tatuagem polinésia é o “Etua”. Isto tem um significado muito mais forte espiritual, mágico e religioso para eles. Esses símbolos podem mostrar em particular homenagem a uma ou mais pessoas em uma tribo, ou pedido de proteção para os deuses.

No entanto, os símbolos polinésio de tatuagens de hoje possuem um peso ligeiramente menor no quesito significado. Os mais populares e apreciados desenhos são “tiki”, a tartaruga, o gecko (espécime de reptil), os raios, os tubarões, os golfinhos, bem como uma série de desenhos de resumo simbólico. Para fazer estas tatuagens, não é necessário fazer qualquer tipo de ritual de passagem, ou pedir a um xamã o que devera ser marcado, algo que antigamente sem fazer todo esse procedimento era considerado um sacrilégio e um motivo de vergonha para os familiares. A vergonha para os Polinésios é considerada pior que a morte. Hoje tudo o que você precisa é de ter acesso a um bom profissional da tatuagem, um desenho que você goste, e de o dinheiro para pagar o que deve ser feito.

Muitos dos desenhos tatuagem polinésia, que são populares hoje ganharam estima por causa de sua tradução simbólica, a historia que eles conta e seu significado. Eu sempre me ative a estudar e entender esse universo, e sempre fazer uma leitura dos desenhos que eu ia tatuar, porem a grande maioria os fazem aleatoriamente, simplesmente pela harmonia dos traços, que não deixa de ser valido também, mas se pudermos unir ambos, “entendimento e beleza” é muito mais favorável.

Segue alguns exemplos dessa leitura:

Tiki: Tiki é um Deus, que na maioria das vezes é retratado com os olhos fechados lábios proeminentes e imagem serena.

Conchas: Conchas representam a riqueza da cultura polinésia, muito provavelmente porque foram utilizadas como um tipo de moeda.

Tubarões: “Dentes”: proteção contra o inimigo, modo de expressar ferocidade tipo “Não Mexam comigo”.

Tubarões: “Por inteiro, Coprp” Tubarões eram animais sagrados. Poderosos, Respeitados e eram usadas como uma forma de proteção contra o inimigo representa também adaptabilidade ou seja “Onde estiver não serei a presa e sim o predador” pelo fato do Tubarão estar no topo da cadeia alimentar, por serem agíeis e exigimos caçadores.

Tartarugas: Tartarugas simbolizavam familia e um apelo a vida longa serenidade e longevidade e resistência.

Gecko: O gecko e uma espécime de largatixa é suposto ter poderes sobrenaturais, e é visto pelos polinésios com medo e temor. Existem rumores de que, se um gecko verde der uma gargalhadas (forma de som emitido) é um terrível presságio de doença e de má sorte por isso são considerados inspetores do futuro, acreditam que eles tem a capacidade de supervisionar o futuro e nos alertar sobre algum mal que encontram por lá, o Geckos também eram tidos como protetores porque se alimentavam de insetos e os insetos eram uma forma de propagação de doença para os Nativos, eles costumavam ter dezenas desses mini lagartos em casa para que eles dizimassem os insetos locais, por seu poder de rápida procriação eram tidos também como símbolo de fertilidade e eram quase sempre lembrados e representados em seus desenhos.

Koru: Koru ou broto de samambaia, são representados em forma de aspiral, em formato fetal, eles representam, o começo de tudo, o inicio de uma nova vida ou de uma nova faze, eles são reverenciados por serem plantas que crescem no menor espaço possível entre as bifurcações de galhos com pouquíssimo suprimento para subsistir eram uma metáfora para vida pois conseguiam alcançar mais de 10 metros de comprimento extraindo e ocupando um espaço mínimo

Ngaru – Uma espécime de ondas, muito utilizadas nas composições de desenhos Maori, Ngaru são as imagens formadas pela água quando as canoas estavam em movimento, são um tipo de rastro que se formavam sempre da mesma maneira, assim sendo passara a ter a conotação de continuidade, permanência ou seja quem as possuía queria transparecer a imagem de pessoa imutável, constante, centrada de palavra.

Manaia: Uma espécime de Homem, Pássaro e Peixe, representam os três elementos que os Maoris tanto cultuavam e tinha uma grande importância em suas vidas, essa figura mista é enfatizada por um braço com três dedos onde muitas vezes eram representados somente por esses 3 dedos, são considerados anjos guardiões, nos guardam contra os males vindos do Ar, Terra e Água, nos guardam na contemporaneidade sobre os males da natureza, contra acidentes ou atentados.

Hei Matau: Hei Matau ou anzol são símbolos de abundância, já que esse artefato garantiam a farta alimentação para eles, quem possuía um Hei Matau conseguiria sobreviver em qualquer local.

As tatuagens Polinnésia sempre são em cor preta, caprichosos resumos em formas geométricas contam com profundidade a história e lendas do povo polinésio, elas possuem fãs por todo o planeta e se você decidir por um desenho no estilo polinésio poderá criar ou modificar o seu próprio desenho, personalizado-o para que possa você expressar suas idéias ou contar sua historia de vida de uma forma contemporânea.

A arte da tatuagem é como o velho provérbio Maori que escrevi no começo deste post. Da mesma forma que as estrelas não podem ser ocultadas por uma pequena nuvem, também, a prática e a história da tatuagem não foram perdidas. Uma arte tão descriminada por séculos em todo o mundo, hoje surgem com um novo renascimento em popularidade e preferência mundial, apesar de missionários, religiões, ditadores, politicos, e outros estrangeiros tentaram abolir essa rica tradição cultural, hoje ela esta mais do que nunca se tornando o motivo ornamental preferido pelos mais variados meios sócio econômicos e sociais da humanidade.

Cabeças Tatuadas Maori

O conteúdo do box vai aqui, clique no botão editar para alterar este texto.

Foi em 1814, ano em que o Capelão Senior Marsden pregou o Evangelho pela primeira vez aos pagões da Nova Zelândia, depois de sua estadia nas terras Maori, em seu retorno trouxe de lá carne de porco, mastros de pinho e linho, outro pioneiro que voltara a Austrália William Tucker trouxe um objeto de arte para os apreciadores de arte e o povo de Sydney (Austrália), seria bom lembras que William Tucker, viveu por algum tempo na Ilha do Sul, terra nativa dos Maoris William Tucker era chamado pelos Maoris de “Wioree”. Entre outros artigos de comércio Wioree trouxe com ele uma obra de arte selvagem, era a cabeça de um chefe Maori, um belo exemplar da arte da tatuagem, cuidadosamente seca e preservada. Colecionadores de arte eram raros em Sydney porem uma obra como aquela não podia deixar de atrair a atenção. Desde de então iniciou-se o comercio de cabeças tatuadas da Nova Zelândia para o resto do mundo. Se Wioree passou a vender na medida de £ 20, (20 Libras) .

E assim muitos nativos Maoris perderam a cabeça como resultado do sucesso dessa negociata, que William Tucker iniciou. Em 1817 William Tucker partiu com James Kelly, Comandante de navio, de Hobart Town, em uma viagem de negócios à Nova Zelândia. Porem os Maoris da Marae Otago, ressentidos com Tucker por sua interferência em sua cultura e furiosos por serem contra o comércios de cabeças e principalmente pelas primeiras cabeças terem saído da galeria de troféus da tribo o espancaram até a morte a pauladas, pondo fim a curta carreira deste pioneiro negociante de cabeças tatuadas.

maori_head

Apesar deste final trágico para o pioneiro na popularização da arte maori, o comércio de cabeças floresceu rapidamente.

As cabeças logo assumiram seu lugar junto com outros itens vindos da Nova Zelândia, carne de porco, mastros de pinho, e linho, como as principais exportações da Nova Zelândia. Não era necessário para roubar as galerias de arte tribal as cabeças de ancestrais, que figuravam como trofeus das lutas por sua própria causa. Este comercio desencadeou uma guerra, para suprir esse comércio. Depois de comer o resto de seus inimigos abatidos, eles vendiam as cabeças para os comerciantes Sydney a um bom preço em pólvora e outras munições de guerra e assim ficava mais fácil para os portadores de arma de fogo abaterem e recolherem mais cabeças.

Às vezes, um chefe firmava um contrato de fornecimento de cabeças, quantidade que muitas vezes eram impossíveis de serem cumpridas, tendo o pagamento antecipado e o não cumprimento do contrato ocasionalmente, ele perdia sua própria cabeça.

A fraude ocasionalmente ocorria e diversas cabeças foram negociadas como sendo de chefes tribais, escravos eram geralmente tatuados e alguns chefes sem escrúpulos depois de ter acabado a Moko eles decapitavam esses escravos e simplesmente vendiam suas cabeças como obras de arte. Devido a moralidade duvidosa desta prática, os escravos, por vezes, fugiam da propriedade de seu mestre depois que suas cabeças tinham sido tatuadas.

Um ou dois chefes dos desceram a profundidades ainda maiores. Eles tatuavam a cabeça depois de decapitada. Tal fraude foi logo detectada, pois as cabeças tatuadas depois de mortas em um curto período desbotavam e sumiam a tatuagem.

Com as ondas de guerra e de abate que rolou Nova Zelândia em menos de um século, com o resultado da introdução de armas de fogo e da organização de ataques em grande escala por chefes como Hongi Ika e Te Rauparaha, O fornecimento de cabeças começaram a fugir a demanda. O preço, uma vez que era elevado quanto chegaram a serem vendidas por £ 20, caiu para £ 2, e as cabeças tatuadas chegaram ao alcance da classe média, daí então era comum ver cabeças até em bares expostas como uma obra de arte selvagem e horripilante.

Importação Proibida

Não muito tempo depois Governador Darling tomar posse em seu mandato ele proibira sob penas pesadas a importação ou operação de cabeças Maori.

Moko Tradicional Tatuagem Maori

De acordo com evidências arqueológicas, a tatuagem deu inicio na Nova Zelândia faz parte da cultura Polinésia.

O os instrumentos para a confecção da tatuagem, muitas vezes feitos de ossos podem ser encontrados em sítios arqueológicos de várias idades na Nova Zelândia, assim como em alguns sítios de idade mais recente no leste da Polinésia.
Os artefatos encontrados nessa região dá indícios a teoria de que no inicio possivelmente houve uma preferência por padrões retilíneo nas formas d desenhos utilizados por esse povo, muito diferente dos desenhos e formas que vemos hoje.

A cabeça era considerada a parte mais sagrada do corpo a ser tatuada, nessa cultura todos os mais importantes membros do clã Māori foram tatuados, e aqueles que não tinham tatuagens eram vistos como pessoas sem nenhum estatuto social.

As tatuagens eram iniciadas na puberdade, acompanhadas de muitos ritos e rituais. Além de transformar simples jovens em um guerreiro atraentes para as mulheres, as tatuagens eram praticadas em rituais de passagem e de eventos importantes na vida de uma pessoa.

Quando eram feitas tatuagens faciais alguns cuidados deveriam ser seguidos,entre eles incluíam, intimidade sexual e ingestão de alimentos sólidos, alimentícios líquidos e água eram drenados em um funil de madeira, para garantir que nenhum produto contaminado entrasse em contato com a pele inchada, e era a única maneira que a pessoa tatuada podia comer até as suas feridas fossem cicatrizadas.

O processo todo era muito moroso um bom artesão iria estudar bem uma pessoa da sua estrutura óssea antes do início da sua arte.

Todo esse processo era muito doloroso, era feito com artefatos de ossos, chanfrados e serrilhados e muito afiados que por punção eram deferidos de forma continua, seguindo a trajetória pretendida, esses artefatos eram emersos em uma tinta preta composta de fuligem da queima de madeira do “KARAKA” arvore nativa que era cortada e deixadas ao sol por um longo período antes que fossem queimadas para obter a sua fuligem que é a base dessa tinta preta, suas folhas serviam também como bandagem após terem sido tatuado como forma de melhorar a cicatrização do local.

O MOKO

Moko eram tatuagens faciais, era o cartão de visita desses povos, um Moko poderia expressar a hierarquia, ferocidade, status e até a virilidade do individuo. A posição de autoridade e poder eram instantaneamente reconhecidas em um Moko, diversos outros fatores poderia definir a identidade da pessoa, por exemplo, uma pessoa com um Moko que não contivesse elementos que fossem determinates para uma leitura de seu status poderia ser retratado com um manto de pele de caça, isso o indentificava como uma autoridade ou possuía um cargo elevado como guerreiro, esses eram as forma encontradas para que fossem reconhecidos como autoridades, o não reconhecimento de uma ilustre personalidade para os Maori era um insulto e isso muitas vezes gerava uma “Utu” ou vingança.

mokoO Moko geralmente dividia-se em oito seções que eram:

1. Ngakaipikirau – O centro da área frontal.
2. Ngunga – Ao redor das sombrancelas
3. Uirere – A área do olhos e nariz
4. Uma – A tempora
5. Raurau – A área sob o nariz
6. Taiohou – A área bochecha
7. Wairua – O queixo
8. Taitoto – A mandíbula
A ancestralidade era indicada em cada lado do rosto, do lado esquerdo na maioria das vezes (dependendo da tribo) era o do pai, enquanto do lado direito indicava a ancestralidade da mãe, esses requisitos eram decididos previamente ao inicio da realização do Moko, e se um lado da ancestralidade não era de uma dependência nobre naquele local era tão somente colocados ornamentos estéticos e nenhuma mensagem era transmitida.

Tatuagem Maori Original

A tradicional tatuagem Maori era chamada de Moko, esse desenhos tradicionais chamam-se Tā moko. Desde os primeiros desenhos, os Moko eram parecidos com brotos de samambaia, folhagens que nasciam em espirais . Os desenhos sempre possuem significados particulares em cada traço, parte do corpo ou pessoa, correspondendo alguma história ou conquista já vivida. As tatuagens Moko também eram utilizadas como sinal de força, poder e beleza dentro da tribo. As pessoas mais experientes possuíam um maior número de tatuagens do que os demais, tendo mais respeito sobre os outros, e da mesma forma, se uma pessoa não possui as tatuagens automaticamente ela tem menor significância dentro da tribo, como um símbolo de status de baixo-nível social.

Tradicionalmente, os homens faziam tatuagens mais comumente no rosto, e as mulheres na boca e no queixo, pois essas são as formas de mostrar maior respeito e poder dentro da tribo. Outros lugares tradicionalmente tatuados pelos Maori são as coxas, as nádegas, as costas e a barriga, isso se tratando dos homens. As mulheres tatuavam as coxas, nádegas, costas, e também o pescoço e nuca.

Hoje em dia, as tatuagens ainda demonstram autoridade e respeito para quem sabe seus significados. Por exemplo, uma mulher que possui o queixo tatuado pode significar que é casada ou possui um grande respeito dentro de um grupo.

No caso dos homens, podemos ver isso no governo do país, que é dividido entre Kiwis e Maoris. A grande maioria dos Maoris que possuem altos cargos no governo tem grande parte do rosto tatuada, se não por inteiro. Já os de cargos mais baixos possuem menos experiência e por isso menos tatuagens no rosto.

Os tatuadores especialistas em Tā Moko são chamados de Tohunga Tā moko, e dentro da tribo são considerados sagrados, sempre tendo um em cada tribo. No início, para fazer as tatuagens, ao invés das agulhas, os Tohunga usavam ossos de albatrozes em formato de cinzéis, e para a pigmentação, eram feitas misturas de fuligem de madeira queimada com gordura de animal. Essa forma de tatuar foi modificada no século 19, para diminuir os enormes riscos à saúde dos Maori, começando assim a utilizar os materiais mais próximos do que conhecemos hoje em dia tintas industrializadas agulhas de aço, e em algumas tribos até o uso da maquina elétrica..

No mesmo século, no ano 1860, o estilo Moko foi liberado para o uso dos outros nativos neozelandês, os Kiwis, também chamados de Pākehā (povo não Maori) . Nos anos seguintes, o estilo foi popularizando na europa, e assim ganhando reconhecimento de pessoas famosas pelo mundo, como artistas e principalmente jogadores de futebol. Porém, aí foi onde começou todo o problema histórico das tatuagens Moko. Graças à popularização, muitas pessoas começaram a fazer tatuagens Moko, porém de forma errada. As pessoas que não fazem suas tatuagens Moko com um Tohunga, muitas vezes podem estar fazendo desenhos com significados completamente inversos aos seus desejos e conquistas, pois cada traço feito possui um significado particular. Por isso, grande das pessoas acabavam fazendo suas tatuagens com a linguagem da tribo dos Maori, mas de uma forma extremamente controversa, sujando assim a linguagem Tā Moko.

Por causa de toda essa confusão, de uns anos pra cá a tribo Maori chamada “Te Uhi a Mataora” decidiu fazer uma espécie de conciliação com o resto do mundo para que pudessem continuar utilizando o estilo, porém colocando um outro termo, chamado Kirituhi.

O Kirituhi (traduz-se literalmente “pele tatuada”) e, diferente do Moko, não possui significados particulares para cada pessoa tatuada, quando feito de forma aleatória, assim podendo ser utilizado por qualquer um que ache o desenho simplesmente bonito, assim como a grande maioria dos outros desenhos tribais.

Devido ao interesse crescente por esse estilo, tatuadores mais atentos começaram a desenvolver projetos utilizando os elementos da cultura maori e os adaptando para tatuagens que são feitas em qualquer parte do corpo, esse estilo é o que tem maior procura e que agrada a maioria dos Pākehā, assim como os donos dessa arte gostam de nos chamar.

Próverbios Maori

Whakatauki (Provérbios) desempenham um papel importante dentro da cultura maori. Eles são usados como ponto de referência nos discursos e também como orientações falado para os outros dias por dia. É uma forma poética da língua maori, muitas vezes se fundem a acontecimentos históricos, ou perspectivas holística, com mensagens subjacentes que são extremamente influentes na sociedade Maori.

Provérbios são muito divertido para aprender e carregado com vantagens na aprendizagem da linguagem. Eles podem ser interpretados como achar melhor. Existem inúmeros provérbios, e será muito útil para você se lembrar sempre que puder, serve como incentivo de auto ajuda nas adversidades do dia a dia, para os maoris cada dia era dia de abater um Leão. Abaixo estão algumas dos muitos que existem.


Kaua e rangiruatia te ha o hoe te e korewaka tatou ae u ki uta.

“Não levante o remo fora de sintonia ou a nossa canoa nunca vai chegar à costa.

Este provérbio realça a importância de todos os que trabalham em união é um incentivo para ter sucesso em qualquer projeto conjunto.


Ele mahi kai te taonga
Sobrevivência é a meta estimada

A capacidade de prover a subsistência tem grande importância, sendo essencial para a sobrevivência do grupo. Hoje, o significado é quase o mesmo            – De ter um emprego estável, que dá à família um digno padrão de vida.


 Kaua e mate ururoa mate wheke

Não se deve morrer como um polvo, sim morrer como um tubarão-martelo

Polvos são conhecidos pela sua falta de resistência ao serem capturado, porém um tubarão-martelo irá lutar duramente até o fim, ao ponto que quando ele é servido como filé fresco, sua carne ainda treme. Comumente usado para encorajar alguém a não desistir, não importa o quão difícil é a luta.


Komainkaiatu komaru kaimaikangohengohe

Dê o quanto você receber e tudo vai ficar bem.

“Não seja egoísta, viva uma vida equilibrada”


Mate atu he tetekura, ara mai he tetekura

Quando uma folha de samambaia morre, outra tomará o seu lugar

“A vida continua em nossos filhos”

Vocabulário Maori

Nota – S = samoano, M = maori, H = havaiano H

Aiga – A família (S)

Alaka’i – Guia ou líder (H)

Ali’i – Chefes sagrados (S, H)

‘Ama’u – Uma samambaia que cresce nas alturas (H)

Aotearoa – “Terra da Grande Nuvem Branca” (nome maori para a Ilha Norte da Nova Zelândia)

Ariki – Chefes sagrados (M)

‘Aumakua – Espírito guardião ancestral (H)

‘Aumakua Pueo – Guardian havaiano um ancestral que se manifesta como uma coruja

Ava “Awa ou ‘ — Piper methysticum; Uma planta da família da pimenta, uma bebida (H)

Halau – Escolas (H)

Hapu – Sub-tribo (M)

Hulu Pueo – As penas da coruja (H)

Awa Inu ‘ – Para beber ‘awa (H)

Kahuna – Um artista mestre artesão ou artífice (H)

Kakau – (V.) havaiano tradicional arte da tatuagem

Kauã – Uma classe de párias havaiano (H)

Koru – Espiral – um desenho comum nas tatuagens Maori, escultura e outras artes

Kuleana – Responsabilidade, o privilégio (H)

Lima – Tatuagens nas mãos (S)

Mai’a – Uma fruta que tem sementes, mas não cresce a partir de sementes; tipo banana (H)

Malu – Tatuagem nas coxas de uma mulher (S)

Mana – O poder espiritual de uma pessoa ou força da vida

Matai – Uma pessoa com um título, principalmente (S)

Moko – Art tatuagem tradicional (M)

Moko Kauae – Moko queixo da mulher

Moku O Keawe – Um nome poético para a ilha do Havaí

Nahiri – Plano espiritual

Pahupu – Uma sociedade de elite de guerreiros havaiana de Maui

Pakeha – As pessoas brancas

Pe’a – Tatuagem uma que cobre o corpo a partir de meados do tronco até os joelhos (S)

Pitau – samambaia; maori desenho espiral com base na samambaia

Pito – Umbigo; maori desenho espiral com base no umbigo

Pounamu – Nova Zelândia jade, jade Nephrite; comumente chamado Greenstone

Pueo – A coruja havaiano

Puhoro – Uma tatuagem maori intrincadas que se estende desde meados do tronco até os joelhos, que caracterizou o design característico de uma espiral na nádega

Pule – Uma oração, para rezar (H, S)

Siva – Dança tradicional samoano

Ta Moko – O processo de tatuagem

Rapanui Ta ‘ – Art tatuagem tradicional

Tanoa – ‘Tigela Ava (S)

Tatatau – Tongan arte tatuagem tradicional

Tatau – Samoano arte tatuagem tradicional

Teorewai – Uma tribo Maori, cujo nome significa “delicadamente gire a água de modo que ondulações e espirra um pouco.”

Te Waipounamu – “As águas Greenstone” (nome maori para a Ilha Sul da Nova Zelândia)

Tohunga – Um artista mestre artesão ou artífice (M)

To’oto’o – O pessoal orador (S)

Tufuga – Um artista mestre artesão ou artífice (S)

Tulafale – Chefes Talking (S)

UHI – Tatuagem maori cinzel, às vezes serrilhadas; (n.) arte tattoo havaiano tradicional

Wananga – Um encontro, muitas vezes, para educar os outros (S)

Whakapapa – A genealogia (M)

Significado dos Elementos

Círculos em Aspirais: São os círculos de vida que inclui o percurso da vida em curso, sem começo e sem fim pode representar o passado e presente também quando colocado de forma a reverenciar os antepassados.

Rabo de Baleia: Outro símbolo de proteção, força, sensibilidade. Demonstra empatia para questões conservadoras.

Anzol ou Hei Matau: Proteção, Abundância, Prosperidade onde estiver necessidades não terá.

Mascaras ou Tiki: Os Tikis possuem uma diferença entre um e outro e tem a seguinte variação:

Tiki-tohua, Deus criador das Aves.

Tiki-kapakapa, Deus progenitor dos peixes e de um pássaro, o Tui.

Tiki-auaha, Deus dos Homens.

Tiki-whakaeaea, ou Deus dos alimentos plantados colhidos na terra.

Gecko ou Lagarto: são seres cultuados pelos Maoris, quando os Maoris não tinham contato com o Homem moderno, não tinham relação com outras pessoas se não as que habitavam o seu território, não sofriam de moléstias transmissíveis, a não ser as transmitidas por insetos, desta maneira os Maoris criavam em suas casas diversos lagartos que se alimentavam de insetos e desta maneira conseguiam reduzir a população destes insetos que os infectavam, por sua facilidade de procriação eram tidos como símbolo de fertilidade também. O Geckos eram considerados também como seres que tinham a capacidade de inspecionar o futuro e nos proteger no presente.

Tohunga: Tatuador pessoa com perícia em executar as tatuagens, pessoa qualificada, tida como expert, sacerdote, uma pessoa escolhida para atuar na tribo como um líder em um campo particular devido à seu talento e vocação específica na arte, atuavam como padres eram conhecidos como “Tohunga Ahurewa”. Eles também davam conselhos sobre as atividades econômicas, eram especialistas em afastar ou evocar os feitiços do mau. Enfim eram pessoas importantes dentro das tribos, respeitados e com poder sobre o destino das pessoas, esse ultimo não mudou muito até hoje “Poder sobre o Destino” pois se você escolher um tatuador que faça uma merda em você, seu destino terá a marca desse Tohunga para eternidade.

Moko: Maori Tatuagem sobre o rosto , eram feitas em pessoas de alto grau dentro do clã, determinava a condição que o indivíduo ocupava, sua origem, sua familia, e seu status para os demais povos funcionava como uma assinatura.

Kiri ou Kirituhi: Tatuagem não relacionada com a cultura Maori tatuagens sem significados sem aspectos culturais relacionassem 90% das tatuagens que são feitas sem o conhecimento sobre o significado e na criação do desenho são chamadas pelos Nativos de “KIRI” são lindas e maravilhosas mas não tem ligação alguma com a cultura Maori.

Ponta de Seta: As pontas de seta são as armas dos guerreiros serviam para mostrar que aquele indivíduo era um guerreiro, pois o clã se dividia em grupos, guerreiros, pescadores, agricultores e outros mais.

Tiki Mana: Tiki é um Deus, que na maioria das vezes é retratado com os olhos fechados lábios proeminentes e imagem serena são os protetores da familia, do ser como um todo nos guiam e nos protegem no cotidiano.

Conchas: Conchas representam a riqueza da cultura Polinésia, muito provavelmente porque foram utilizadas como um tipo de moeda.

Dentes de Tubarões: “Dentes”: proteção contra o inimigo, modo de expressar ferocidade tipo “Não Mexam comigo”.

Tubarões: “Por inteiro, Corpo” Tubarões eram animais sagrados. Poderosos, Respeitados e eram usadas como uma forma de proteção contra o inimigo representa também adaptabilidade ou seja “Onde estiver não serei a presa e sim o predador” pelo fato do Tubarãos estar no topo da cadeia alimentar, por serem agíeis e exigimos caçadores.

Tartarugas: Tartarugas simbolizavam familia e um apelo a vida longa serenidade e longevidade e resistência.

Mango Pare: Cabeça de Tubarão padrão, usado para expressar a força, determinação e espírito guerreiro.

Koru: Koru ou broto de samambaia, são representados em forma de aspiral, em formato fetal, eles representam o começo de tudo, o inicio de uma nova vida ou de uma nova faze, eles são reverenciados por serem plantas que crescem no menor espaço possível entre as bifurcações de galhos com pouquíssimo suprimento para subsistir, eram uma metáfora para vida, pois conseguiam alcançar mais de 10 metros de comprimento ocupando um espaço mínimo

Ngaru: Uma espécie de ondas, muito utilizadas nas composições de desenhos Maori, Ngaru são as imagens formadas pela água quando as canoas estavam em movimento, são um tipo de rastro que se formavam sempre da mesma maneira, assim sendo passara a ter a conotação de continuidade, permanência ou seja quem as possuía queria transparecer a imagem de pessoa imutável, constante, centrada de palavra.

Manaia: Uma espécime de Homem, Pássaro e Peixe, representam os três elementos que os Maoris tanto cultuavam e tinha uma grande importância em suas vidas, essa figura mista é enfatizada por um braço com três dedos onde muitas vezes eram representados somente por esses 3 dedos, são considerados anjos guardiões, nos guardam contra os males vindos do Ar, Terra e Água, nos guardam na contemporaneidade sobre os males da natureza, contra acidentes ou atentados.

Hei Matau: Hei Matau ou anzol são símbolos de abundância, já que esse artefato garantiam a farta alimentação para eles, quem possuía um Hei Matau conseguiria sobreviver em qualquer local.

Sol: O sol representa alegria, felicidade e prosperidade, eram vastamente utilizado nas confecções dos desenhos e dificilmente ficavam de fora, sem falar no aspecto estético que é de grande apelo.

Vento: O vento serviam para mostrar que as dificuldades eram superadas vindas de qualquer local, o vento eram tatuados em forma de traços que se encontravam mostrando que essas dificuldades vinha de todas as forma e sentidos e por eles eram superados, acredita-se que essa relação era devido a diversos furacões que esses povos sofreram ao longo se sua vida, era um símbolo de superação.

Folhas de Sambais Abertas Adultas: As folhas abertas da samambaia são usadas na tatuagem como um símbolo para quem as possua não se perca nos caminhos da vida, algo como “Livrai-nos das tentações” pelo fato dessas folhas serem usadas para demarcar um caminho de volta quando eles saiam pelas matas, elas eram espetadas de cabeça para baixo e pela baixa luminosidade do mata suas folhas em contato com a pouca luminosidade ainda mais com luminosidade do Luar possuíam um brilho prateado e mostravam o caminho a seguir no retorno de onde vieram.